O Google está a desenvolver um sistema operativo para netbooks que pode por fim ao duradouro domínio da Microsoft sobre a experiência dos utilizadores de computadores. O novo programa, anunciado na noite de terça-feira pelo gigante das pesquisas, será baseado no browser Chrome, que completou nove meses de idade.
A companhia vai contar com a ajuda da comunidade de desenvolvedores de código aberto para criar o sistema operativo do Chrome, que deve estar disponível a partir do segundo semestre de 2010. O Google confirmou os seus planos logo após o serviço de notícias de tecnologia Ars Technica e o The New York Times publicarem rumores a respeito da novidade.
O sistema operativo representa a mais corajosa estratégia da companhia para competir directamente com sua mais forte rival: a Microsoft. Além disso, a suite online de aplicações Google Apps tem sido uma irritante concorrente para pacote Office.
O Google Chrome OS poderá estar disponível em meados de 2010 e será inicialmente instalado apenas em netbooks, os pequenos portáteis de baixo custo que penetraram no mercado português há cerca de ano.
Para além desta notícia ser um duro golpe na actual hegemonia da Microsoft, a manobra da Google poderá igualmente significar um abalo no nicho de mercado actualmente dominado pelo sistema open source Linux, que levou a dianteira no mercado dos netbooks, embora recentemente esteja a perder a “guerra” para o Windows XP.
“Rapidez, simplicidade e segurança são os aspectos-chave do Google Chrome OS”, indicou a Google. “Estamos a desenhar o sistema operativo para ser rápido e leve, para arrancar e fazer a ligação à net em pouco segundos”, indicaram Sundar Pichai, vice-presidente do departamento de gestão de produto, e Linus Upson, director de engenharia da Google, num post conjunto publicado no blogue, adianta a BBC.
Ambos os responsáveis adiantaram ainda que “os sistemas operativos nos quais os actuais ‘browsers’ correm foram pensados numa era em que ainda não existia Internet” e que o OS é “a tentativa da Google de repensar aquilo que os sistemas operativos devem ser”.
“Estamos a redesenhar completamente a arquitectura de segurança subjacente ao OS para que os utilizadores não tenham que lidar com vírus, ‘malware’ e actualizações de segurança (…) Isso devia simplesmente funcionar”, indica a Google.
Este anúncio poderá mudar drasticamente o actual mercado dos sistemas operativos, especialmente para a Microsoft, que ainda é a grande protagonista do sector, com uma quota de mercado estimada em cerca de 90 por cento.
Finalmente teremos uma concorrência como deve ser. Veremos o que nos reserva o futuro.










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